7 dicas de fazer o seu dinheiro Render Jornal Contábil ...

Brasil Bitcoin

**BRASIL BITCOIN** Notícias, perguntas, descubra, denuncie. Tudo sobre **Bitcoin** aqui e no mundo. Bitcoin é a moeda da Internet: um dinheiro descentralizado e com alcance mundial. Diferente das moedas tradicionais como o dólar, os bitcoins são emitidos e gerenciados sem qualquer autoridade central que seja: não existe governo, empresa ou banco no comando do Bitcoin. Dessa forma ele é mais resistente a inflações selvagens e bancos corruptos. Com o Bitcoin, você pode ser seu próprio banco.
[link]

Ilha da Macacada

Subreddit da Ilha da Macacada
[link]

Como fazer seu primeiro investimento em criptomoedas - Dicas sobre Bitcoin - Ganhe dinheiro

submitted by infocryptocoins to CertificadoDigital [link] [comments]

Como Conseguir Dinheiro pra Investir no seu Ecommerce --- Quer Aprender a Fazer o Planejamento do seu Ecommerce? Essa é a etapa mais importante do seu negócio... --- #ecommerce_na_prática

Como Conseguir Dinheiro pra Investir no seu Ecommerce --- Quer Aprender a Fazer o Planejamento do seu Ecommerce? Essa é a etapa mais importante do seu negócio... --- #ecommerce_na_prática submitted by AXTUDO to u/AXTUDO [link] [comments]

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você)

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você) submitted by fabrunhoza to u/fabrunhoza [link] [comments]

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você)

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você) submitted by jpstandsley to u/jpstandsley [link] [comments]

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você)

COMO PERDER O MEDO DE INVESTIR (e fazer seu dinheiro trabalhar para você) submitted by somelhora to u/somelhora [link] [comments]

3 FORMAS (poderosas) de Divulgar seu NEGÓCIO online | Como fazer ANÚNCIOS | Dinheiro na internet

3 FORMAS (poderosas) de Divulgar seu NEGÓCIO online | Como fazer ANÚNCIOS | Dinheiro na internet submitted by maarcosweb to u/maarcosweb [link] [comments]

Não Tenho Mais Dívidas, E Agora? Como Multiplicar Seu Dinheiro E Fazer Ele Trabalhar Para Você!

Não Tenho Mais Dívidas, E Agora? Como Multiplicar Seu Dinheiro E Fazer Ele Trabalhar Para Você!
Após se livrar das dívidas, é comum que muitas pessoas comecem a pensar em como multiplicar seu dinheiro.
Isso porque, elas aprendem mais sobre como economizar. Ou seja, tendo sempre um dinheiro “extra” que agora não tem mais um destino.
Sendo assim, se antes o objetivo era pagar todas as dívidas, agora ele pode ser voltado para multiplicação do patrimônio.
Mas, você sabia que você pode colocar o dinheiro para trabalhar para você? Ao invés de trabalhar para ter mais?
Então, se você quer saber como fazer isso, continue lendo e confira nossas dicas para aumentar o seu patrimônio!
Cliquei aqui para ler o artigo completo!

https://preview.redd.it/l60z0nyxh2d31.jpg?width=626&format=pjpg&auto=webp&s=c90897399c1a6b31a0abffd2e71afb171a52e083
submitted by clubedocapitalismo to u/clubedocapitalismo [link] [comments]

Onde investir em 2018. Saiba como fazer crescer o seu dinheiro

Onde investir em 2018. Saiba como fazer crescer o seu dinheiro submitted by otanerpt to portugal [link] [comments]

Bitcoin mentioned around Reddit: Onde investir em 2018. Saiba como fazer crescer o seu dinheiro /r/portugal

Bitcoin mentioned around Reddit: Onde investir em 2018. Saiba como fazer crescer o seu dinheiro /portugal submitted by BitcoinAllBot to BitcoinAll [link] [comments]

As desculpas dos clientes em call-center - Episódio 1

Olá malta. Como alguns de vós sabem eu trabalho em call-center, mais concretamente numa seguradora. Todos nós sabemos que atendimento ao público é um cancro mas recentemente decidi deixar de abordar o público mal educado como a vara que são e começar a abordar como uma comédia.
Dito isto decidi começar a apontar as melhores/piores desculpas destas pessoas tristes (algumas apenas por serem engraçadas).
Cada episódio vou deixar 5 desculpas que achei engraçadas. Se quiserem mais digam, senão não faço mais posts com isto.
Ora bem, para hoje temos:
Senhora tem filho deficiente portanto não sabe enviar um e-mail
vai ligar pra deco porque não a deixei se fazer passar por outra pessoa
não ouve bem mas não é por não ter Internet
não quer o seguro porque não está a fazer uso dele e vai reclamar da seguradora e de mim. tem o seguro há 1 semana e meia apenas.
não pagou as mensalidades e cancelaram lhe o seguro por causa disso, cliente exige nesse caso o seu dinheiro de volta. aquele que não pagou.

vou apenas recordar que comecei a apontar isto há coisa de 2 meses.
Abraço a todos
submitted by fabmarques21 to portugal [link] [comments]

U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

submitted by UninformedImmigrant to portugal [link] [comments]

A namorada do meu cunhado.

Olá pessoal faz um tempo que quero postar isso mas não sabia por onde começar, bom vamos lá.
Um background: Eu (31h) estava na casa dos pais da.minha esposa (30m) no fim do ano de 2019 e meu cunhado (20h) e a namorada dele (19m) também.
Eu realmente amo minha esposa, somos casados a 8 anos e nossa vida é muito boa.
Houve um dia, que eu estava deitado na rede lendo e ela (namorada do cunhado) estava na piscina. Tanto minha esposa quanto o cunhado e os pais estavam dentro da casa conversando.
Um determinado momento eu notei ela olhando para mim da piscina e disfarçava porém eu não dei atenção e continue lendo meu livro.
No dia seguinte eu fui pegar meu livro para ler e junto com o marca página s havia um bilhete: "gozei na piscina enquanto via você deitado lendo esse livro, espero que lembre disso toda vez que voltar a ler"
Eu fiquei chocado e me senti quase que violentado (sério, por mais que possa parecer uma situação divertida para uns, para.mim foi algo muito ruim).
Não falei nada para ninguém afinal, faltavam 2 dias para virada do ano e minha esposa e eu iríamos ficar lá somente até dia 2/jan.
Nos dias seguintes evitei qualquer tipo de contato direto e indireto com ela porém no dia 31/12 fomos a uma cachoeira e minha sogra pediu para a namorada do meu cunhado buscar umas coisas no carro, minha esposa e o irmão estavam arrumando algumas coisas para o almoço e minha esposa pediu para eu ir lá ajudar ( aí pensei: fudeu, ela vai fazer merda ) então fui preparado. Liguei o gravador de áudio do.celular e deixei ele no bolso.
Do caminho até o carro foi aquele silêncio (cerca de uns 2 minutos) aí quando chegamos no carro eu abri o porta malas e fui pegando as coisas e do nada ela chega, encostamos dois peitos no meu braço e fala: "Quer a melhor boquete da sua vida? Te faço gozar em um minuto e deixo tudo tão limpo que ninguém vai saber"
Eu cortei a conversa, falei que eu era casado e que isso que ela está fazendo era sacanagem com a família, peguei as coisas do porta-malas ele sai deixando ela com a chave do carro e o resto das coisas sozinhas e fui na frente.
Mais uma vez, não falei nada com ninguém para não acabar com o feriado de todos. Felizmente mais nada ocorreu até minha esposa e eu irmos embora.
No caminho de volta para minha casa eu contei tudo para minha esposa, mostrei o bilhete e o áudio do celular. Minha esposa disse: "Que atrevida filha da puta, jamais faria um boquete melhor que o meu", rimos pra caralho e quando chegamos em casa conversamos com meu cunhado alguns dias depois e ele ficou arrasado.
Porém a história não acaba por aí. A situação piorou pois meu cunhado era muito certinho e era virgem e bem inexperiente e ela conseguiu convencer ele de que agiu assim pq parecia que ele não queria fazer nada com ela e moral da história, ela fez a cabeça dele e deve ter tirado a inexperiência dele haha.
Mês passado, adicionaram ela no grupo da família pois os dois estão namorando sério.
Ontem o que eu temia ocorreu. Ela me mandou msg no privado falando que transa com meu cunhado só por causa do dinheiro e ela queria me dar o troco e que eu ia ter a noite mais feliz da minha vida.
Aí eu fui bem mal educado com ela e ela ficou bem brava. Enquanto isso minha esposa que estava comigo mandou no grupo da família um meme do Among Us falando que tinha um traidor a bordo kkkj (sim isso mesmo).
O melhor o orreu, como eu tava provocando a namorada do meu cunhado e deixei ela brava, ela escreveu um textão e mandou, mas não pra mim, ela mandou no grupo da familia sem querer e apagou. "Seu idiota, você vai ver, vou fazer todo mundo pensar que você está dando em cima de mim e vou acabar com seu casamento".
Aí foi batata, todo mundo viu antes dela apagar e o problema eventualmente foi resolvido.
TL;DR: A namorada do meu cunhado deu em cima de mim (casado a 8 anos) de forma bem agressiva e se deu mal.
submitted by jdvm8820 to desabafos [link] [comments]

Ajuda com OLX e Marcado Livre

Ola, estou vendendo um ps4 na olx e um cara me mandou mensagem pedindo para postar a oferta no mercado livre, assim ele poderia pagar o ps4 e o frete de uma vez só no cartão . Minha pergunta é :
Existe alguma forma de eu vender pelo mercado livre, enviar tudo certinho e ele dar alguma forma de golpe ?
submitted by UncutJungist to brasilivre [link] [comments]

Sugestões para os adolescentes/rapazes

Essa é a minha colaboração com base na minha vida e experiências. Sou um jovem de 26 anos, casado e com a minha cota de problemas que honestamente, são praticamente os mesmos de todos vocês. Então aqui vai:
Sobre amigos:
Sobre amores:
Sobre a Vida:
Sobre trabalho:
Sobre estudos:
Sobre Dinheiro:

Espero ter sido útil. Até a próxima.
submitted by KindheartednessIll48 to desabafos [link] [comments]

Me ajudem com minha vida financeira

Eu tenho 27 anos, moro com meus pais que possuem uma empresa, nunca terminei uma faculdade por diversos motivos, estava desempregado mas recentemente consegui um emprego por salario minimo. Eu tenho acesso a casa, comida, luz e agua porque moro com eles. No ultimo ano eu recebi um acerto e torrei tudo, por razoes idiotas e sobrou uns 1.2k.
Preciso de um cartão de credito para adicionar em aplicativos e fazer pagamentos enquanto o dinheiro esta investido. Gostaria de ajuda para mudar meu perfil de gasto que é de um imbecil que sai final de semana e gasta em balada barata, como fazer pra ter uma vida financeira saudavel e não sair por ai gastando que nem um idiota, como ter mais controle e conciencia, e uma dica de como ter cartao de credito e de investimentos.
Atualmente invisto em poupanca e CDB porque como tenho pouco, se precisar posso resgatar a qualquer momento.
Faco esse post aqui com muito medo de ter minha segurança comprometida, mas eu tenho que correr o risco pois preciso melhorar.
Dicas de como fazer dinheiro são bem vindas também, eu expus meu perfil para que pudesse realmente mudar de vida, eu pensei em comecar um curso de marketing digital e abrir um ecommerce, porem ate agora só tenho focado no trabalho atual.
submitted by y3z79wk to brasilivre [link] [comments]

THIAGO NIGRO E SUA MENTORIA QUE PROVA O PODER DO MARKETING DIGITAL

Nos últimos dia temos visto o influencer financeiro “Thiago Nigro” propagando seu novo Desafio de 21 dias, que se consistente em pequenas reuniões diárias onde é passado um pensamento filosófico e reflexões já passadas pelo influencer e outros convidados, incluindo cantores (a) apresentadores (a) Filósofos e afins...
Nos últimos dias Thiago teria lançado um novo desafio em meio ao “Desafio de 21 dias” no qual o mesmo nomeou como “Desafio 777” onde o influencer iria trazer 7 pessoas, durante 7 dias, e lhes dar 7 mil reais para ensinar as mesmas como investir, desafio este que por sinal tomou uma proporção gigantesca, porém não é preciso de muito raciocínio para perceber as chances disso, em meio a milhões de pessoas seguindo o influencer, e mais de 50 mil pessoas todos os dias em suas lives, 7 pessoas apenas, as chances são mínimas. O desafio rolou exatamente como o time do “Primo” como se nomeia, planejava (levando em conta o pensamento que será passado) e tomou uma proporção maior ainda a qual o “Desafio de 21 dias” trazia nas últimas semanas, o que trouxe por si a cartada final, foi após o número de pessoas irem se completando, e as chances diminuindo de você ser a próxima pessoa escolhida, Thiago Nigro que antes possuía alguns cursos separados, e uma mentoria, anunciou que tudo isso agora seria vendido em conjunto, o que pra pessoas que tem uma noção longa ou básica de marketing digital já podia sacar a estratégia de Thiago.
“Bem, já que não tive a sorte de estar presencialmente, terei que assinar a mentoria se quiser ter esta experiência”
e foi exatamente isso o previsto, porém com uma rápida pesquisa, podemos ver diversos relatos e documentos que comprovam que muita coisa dita pelo influencer, teria um pingo de adulteração no seu conceito prévio ou geral.
Detalhe importante que nunca a empresa do “Primo” respondeu alguma reclamação legal quanto as que vou citar.
Reclamações essas no qual claramente mostrava a total infelicidade dos compradores, com a falta de capacidade de uma demonstração afetiva pelas pessoas que abriram mão de seu suado dinheiro para estarem ali, resumidamente, o influencer se torna outro, antes e depois de vender o seu curso, fora que o mesmo apareceu poucas vezes durante as mentoria anteriores, segundo relatos.
Enfim vamos ao “benéficos” desta mentoria, tendo em vista a seguinte lista.
Curso do mil ao milhão
53 aulas; Investir melhor. 12 aulas; Gastar bem. 8 aulas; ganhar mais.
O Código da riqueza
Mais de 9 horas de conteúdo bruto em mais de 40 aulas disponíveis, fora as entrevistas completas dos entrevistados no projeto.
Mais de 30 mentores, entre eles CEOS bilionários e empresários de sucesso.
E diversas outras coisas que podemos facilmente com breves pesquisas e cálculos ver se isso iria valer a pena, como por exemplo, livros serem tratados como bônus de mentoria, com este valor é possível comprar todos livros do influencer, todos livros das 30 pessoas da mentoria, toda lista do Robert Kiyosaki, listas de Benjamin Graham, e possivelmente iria sobrar (preços cotados por Kindle).
O que quero tirar como conclusão é que, não estou lhe criticando em assinar o conteúdo do influencer e nem dizendo que pode ser um mal negócio, estou lhe passando a ideia de caminhos alternativos e de possível maior conhecimento, porém com muito mais trabalho e dedicação, mas garanto que no mercado não vai ter alguém para beijar sua mão e dizer o que você tem quer fazer ou não a todo momento, ninguém possui uma bola de cristal, então busque o máximo de conhecimento, e o máximo de pontos de vistas diferentes antes de tomar alguma atitude.
Abs.
ESTE TEXTO APRESENTA UMA OPNIÃO PRÓPRIA, E NÃO TEM O INTUITO DE MUDAR A FORMA DE PENSAR DE ALGUÉM, E NEM EXPOR FATOS NÃO PÚBLICOS. RESPEITE
Fontes:
https://www.reclameaqui.com.bempresa/o-primo-rico/
https://forbes.com.bcolunas/2019/07/thiago-nigro-eu-so-tinha-22-anos-na-epoca-e-minha-condicao-financeira-era-diferente/
https://julianasaldanha.com.b2019/08/01/por-que-deveriamos-confiar-na-marca-pessoal-thiago-nigro/
https://www.amazon.com.bLivros/b?ie=UTF8&node=6740748011
submitted by Nozila to investimentos [link] [comments]

A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
submitted by TezCalipoca to desabafos [link] [comments]

Terapia: É normal o paciente definir o valor e também ser pressionado a pagar em dinheiro?

Desculpe se não for apropriado para o sub, e desculpe se acabar ofendendo alguém, mas eu realmente não tenho muito parâmetro de comparação. Acabou ficando um post bastante longo, mas ilustra a minha primeira experiência com terapia. Algo que eu evitei por vários anos e talvez eu tenha ido sem saber direito o que esperar. Acabou não durando muito, somente duas sessões, e a história é a seguinte:
No começo do ano eu estava em um estado bastante crítico em questões de saúde mental e peguei um contato de uma terapeuta e fui fazer uma consulta. Eu não sabia o que eu iria dizer, eu não tinha nenhuma informação sobre, eu só sei que eu precisava e o resto se acertaria. Literalmente mandei uma mensagem de whatsapp. O que mandei, só omitindo os nomes, foi:
Bom dia ***, tudo bom? Recebi seu contato por um amigo em comum, espero que não se importe. Poderia, por gentileza, me passar informações sobre seu atendimento? Local, valores e outras informações que considerar necessárias? Obrigado.
A resposta que recebi foi bastante normal, me passou o endereço, perguntou meu nome, dias e horários de disponibilidade. Mas terminou dizendo:
"Sobre o valor, eu acho que seria importante conversarmos sobre num primeiro atendimento."
Aí eu já fiquei um pouco confuso. Eu tinha que pagar a primeira consulta? Era de graça? Até cheguei a perguntar para algumas pessoas. Uns falaram "só vai", outros falaram que isso era estranho, outros falaram que "coisa de psicólogo". Marquei um dia e fui.
Um dia antes da consulta ela mandou um email confirmando atendimento. No dia do atendimento eu não estava confortável. Era a primeira vez e meu estado era de vulnerabilidade. Quando perguntei sobre a frequência de atendimento e o valor, ela não quis me dizer quanto era o valor da hora. Que era para eu decidir o valor a pagar. Sem dar nenhum valor mínimo, máximo, ou de referência. Eu não soube o que responder e falei que não sabia o que sugerir. E até fui sincero e perguntei "como vou saber o que é justo para a sua hora de trabalho mas também dentro daquilo que eu vou receber?", mas ela não justificou. Disse, e pareceu que foi desconversando, que isso poderia ter algum tipo de significado.
E a primeira sessão acabou não sendo cobrada mesmo. Voltei para casa e fiquei pensando nisso. Não era muito o que eu esperava de uma primeira relação com terapia, porque você vai em um psicólogo procurando assistência aos seus problemas internos, e não sair pensando em um problema novo... E também porque o atendimento foi meio estranho. Ela não falava nada, acredito que para estabelecer a minha liberdade de falar sobre o que eu quisesse, mas ela também não direcionava. Houve momentos que eu não era capaz de saber o que falar e ficávamos em silêncio apenas.
Mas tudo bem, ela me falar para estabelecer o valor foi algo pequeno. Passei a semana e pensei em um valor que eu considerasse justo. Acabei acordando comigo mesmo em um valor um pouco maior do que eu gostaria.
Na semana seguinte fui com o dinheiro e quando a sessão começou ela perguntou o que eu gostaria de falar. Eu abri com isso e falei o valor que eu tinha pensado. Da forma como ela tinha colocado, por ter dito especificamente que isso poderia trazer um significado, eu fiquei com a expectativa de que iríamos desenvolver o assunto. Mas não, ela falou "tudo bem" e ficou por isso mesmo. Eu perguntei quais seriam as formas de pagamento possíveis. No site onde ela anuncia, há opção de cartão de crédito. Eu queria, como cliente, uma opção que não me obrigasse a andar com dinheiro por aí. Depositar antes, pagar o boleto, ou a opção do cartão de crédito que ela anunciou no site. Mas quando perguntei ela falou que iria ser em dinheiro. Eu tentei ver se não havia outra possibilidade, porque eu tinha que sacar o dinheiro no dia, pegar o metrô e ir até lá. Ela somente recusou, sem explicar os motivos. Vou aceitar que foi porque ela não tinha outra opção de receber, mas não falamos mais sobre isso. Deu mais um tempo sem nenhum de nós falarmos nada e quando ficou desconfortável eu abri outro assunto.
E eu sei que foi só o segundo atendimento. Mas ela não falar nada em nenhum momento, e nesse dia inclusive ficar mascando chiclete enquanto eu estava lá confuso, me incomodou um pouco. Até que em uma hora eu falei que estava meio estranho, porque eu estava falando mas não estava recebendo nada, que não me soava natural falar e não ter nada a ouvir. Aí ela imediatamente respondeu bem séria dizendo que não aquilo não era uma conversa, que não iria haver retorno da parte dela. Eu acredito, e não acho que ela estava errada nesse aspecto, que ela estava definindo os limites profissionais na relação terapeuta-paciente. Mas pelo tom, e provavelmente porque eu estava vulnerável, eu senti que foi um pouco agressivo. Algo que poderia ser tão assertivo, mas sem a rispidez. Aquilo me deixou um pouco desconcertado, porém antes que eu pudesse interpretar qualquer coisa ela terminou a sessão. Foi um clima bem desconfortável. Tinha passado apenas 40 minutos, eu falei "ah, ok...?", ela levantou, eu levantei e sai. Dei 10 passos e antes de sair do prédio eu me toquei que não tinha pago. E foi por pura confusão pelo modo abrupto como a sessão terminou. Voltei, bati na porta, falei "desculpe, eu esqueci de te pagar". Ela recebeu e eu sai.
Aí, dada essa sensação estranha das primeiras duas sessões, eu sabia que não iria conseguir continuar com ela. Foi incompatível. Parte porque eu não botei fé que ela iria me ajudar em alguma coisa. Eu posso estar errado nisso, pode até ser um método super eficiente. Mas sei lá. Parte porque foi estranho ela não ter falado o valor e feito eu decidir quanto pagar. Na época eu não sabia, mas isso vai contra o código de ética do psicólogo. Que diz que o valor deve ser comunicado antes do trabalho ser realizado, e nesse caso o valor foi somente acordado a posteriori. E também pela forma como ela estabeleceu a relação. Que para mim foi meio agressiva.
Enfim. Eu sai de lá e fui em uma padaria comer um pastel porque comecei a tremer sei lá porque. Fiquei refletindo sobre e decidi que não era para mim. As políticas dela eram essas e estavam claras: Eu iria definir o valor a pagar, iria ser em dinheiro, e nas sessões eu iria falar sem que ela desse qualquer direcionamento. Eu tinha ou que aceitar ou não. Sem ela ter me passado a garantia de que aquilo iria me ajudar ou garantia de que eu não estava indo só perder meu tempo, decidi não continuar. Mandei uma mensagem cancelando. Eu tinha que mandar a mensagem porque havia ficado implícito que eu iria na semana que vem então eu precisava cancelar. Mas eu só queria terminar aquilo e não me justificar, então mandei a seguinte mensagem:
Boa tarde, ***. Obrigado por ter me recebido hoje. Gostaria de avisar, entretanto, que não darei continuidade nas sessões. Agradeço novamente pela disponibilidade e ajuda. Abraços."
Ela respondeu com algo inusitado:
mvpetri tudo bem? O que você acha de conversarmos sobre isso na próxima sessão?
Fiquei confuso porque eu falei justamente que não iria na próxima sessão, então respondi:
"Oi, desculpe se minha mensagem não saiu clara. Quis informar que não darei continuidade com as sessões. Aviso para que possa liberar o horário de sua agenda."
Posso ter sido meio indelicado nessa última, mas na hora eu estava mais confuso do que querendo passar mensagens implícitas, então fui bem direto e sincero. Ela compreendeu e disse que tinha colocado a possibilidade de conversar para saber porque eu tinha mudado de ideia. Só que aí eu não estava mais aberto a falar mais nada. E essa foi a minha primeira história com terapia hehe
Isso é normal? Afetou um pouco a minha decisão de procurar terapia novamente. Eu vou ter que definir quanto pagar todas as vezes? Se eu não souber o que falar e ficar em silêncio, é um foda-se pra mim então? Que experiência estranha.
submitted by mvpetri to brasil [link] [comments]

Dividendos deixam você mais pobre (ou menos rico) em empresas boas!

TL;DR: em empresas com P>VPA e portanto ROE>earnings yield, como é o caso da maioria das empresas boas, você terá mais patrimônio com ela retendo lucros e reinvestindo e menos patrimônio recebendo dividendos e comprando mais ações dela.
Se alguém de vocês já leu as letters do Buffet, leu o seguinte na carta de 1992: "the best business to own is one that over an extended period can employ large amounts of incremental capital at very high rates of return."
Essa frase inspirou a simulação do tópico.
Vamos partir de três empresas boas com ROE de 15% cada uma, sem dívidas, cada uma atuando dentro de uma franchise*, ou seja, com vantagem competitiva durável e possibilidade de reinvestir dentro de core business ou negócios adjacentes na mesma taxa de retorno (ou seja, patrimônio adicional aufere mesmo ROE). Em resumo: empresas BOAS, cujo destino vai ser alterado só pelo payout. Todas com histórico até hoje parecido, mais de 5 anos de lucros consistentes, setores comparáveis, small caps com amplo espaço para crescer e negociadas nos seguintes parâmetros: LPA 0,375, P/L 14, VPA 2,5, Preço por ação 5,25 (parâmetros aleatórios consistentes com qualquer empresa da bolsa). Então cada uma coloca um compromisso diferente no estatuto:
Você pode até imaginar que são empresas idênticas, a mesma empresa com mesmo nome e produtos, apenas em 3 universos paralelos, em cada universo tiveram uma política diferente de dividendos. Tudo nelas é idêntico, o sucesso delas vai ser o mesmo (cada real retido na empresa vai retornar o mesmo ROE em termos de incremento de lucro).
Você tem R$5.250 para comprar mil ações de alguma delas e segurar por 30 anos, qual compra? Qual delas vai ter maior retorno após 30 anos - considerando reinvestimento de dividendos para as que pagarem? Será que é tudo igual se reinvestir os dividendos? Quem é caçador de investimentos voa direto na de 6,8% de yield igual mosca buscando esterco, mas termina como?
Segue o resultado final.
Segue a evolução ao longo do tempo.
A conclusão é óbvia: o pagamento de dividendos fez os acionistas de B e C mais pobres em relação à A. Quem caçar dividendos vai se agarrar na empresa C e perder dinheiro.
São exatamente as mesmas empresas. Mesmos parâmetros iniciais e mesmo sucesso no reinvestimento do lucro, a única diferença é a taxa de retenção e reinvestimento do lucro no próprio negócio. A empresa A, que reteve e reinvestiu todo o lucro entregou 66x o capital, típica empresa de crescimento. Já a empresa B que pagou quase tudo em dividendos entregou 9x mesmo usando a totalidade dos dividendos para comprar mais ações.
Por que isso aconteceu com as empresas? O acionista da Empresa C terminou com mais de 7 mil ações dela, mas de uma empresa com LPA de apenas 0,47 pois não havia capital para investir na expansão dos negócios. Já o acionista da Empresa A terminou com as mesmas 1000 ações, mas com LPA de 24,83 pois reinvestiu no negócio.
O reinvestimento dos dividendos entrega menos valor que a simples retenção primária na empresa pois é raro uma empresa boa ser listada com P/VPA de 1 ou menos, e qualquer múltiplo maior que 1 significa que receber dividendos e comprar mais ações será desvantajoso frente à empresa reter e reinvestir diretamente. Claro que alguém pode garimpar algum exemplo de empresa boa que em algum momento não esteve negociada assim, tanto faz, em 99% do tempo vão ter essa característica e a mensagem se mantém. E eu ainda fui bem conservador nos múltiplos, na prática quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre pois os múltiplos na prática são mais esticados que os do exercício, o que aumentaria a diferença. Ou seja: quanto melhor a empresa, mais a retenção do lucro vai ser vantajosa e o dividendo vai ser desvantajoso.
Vou repetir para quem não leu direito: quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre.
E se depois de 30 anos todas começam a pagar 90% de payout (A e B atingem maturidade)? Segue o resultado de renda passiva anual que cada uma daria com payout de 90%:
Dividendos significam menos dividendos futuros.
Ou seja, quem ficou caçando dividendos terminou com menos renda de dividendos. Isso já é fenômeno conhecido em análise de empresas de crescimento. Essa é a cereja do bolo: se o seu objetivo é maximizar dividendos, não fique caçando dividendos. Empresas boas de crescimento terminam pagando mais dividendos em sua maturidade.
Segue a memória de cálculo para fins de referência: https://i.imgur.com/l8KbzkZ.png
A empresa C poderia alavancar com dívida para crescer mesmo com payout alto? Poderia. Mas para manter a comparação justa, fazendo a mesma alavancagem nas outras duas empresas vai fazer a C perder da mesma forma pois o total de reinvestimento próprio + terceiros ainda seria menor na empresa C. O exercício é sem dívida e sem inflação para simplificar o exemplo, mas pode colocar dívida e inflação no meio que haverá o mesmo resultado. Pode fazer a cotação ser uma senóide em volta de preço junto que vai ser o mesmo resultado. Pode considerar teste de sensitividade para diversos cenários de juros afetando valuation que vai ser o mesmo resultado. A empresa que retém todo o lucro e reinveste com alto retorno vai entregar mais retorno ao acionista que outra que, ceteris paribus, paga muitos dividendos.
Isso não é invenção minha, já é conhecimento difundido. Eu apenas fiz um exemplo ilustrado e um título chamativo mas verdadeiro. Sempre dizemos que dividendos tanto faz, na verdade é até pior: em empresas boas dividendos te deixam mais pobre que não-dividendos se a empresa podia reter e reinvestir.
Sempre que uma empresa paga dividendos, seja por razão real de negócios como não ter projetos de investimento atrativos, ou por uma razão externa aos negócios como acordo de acionistas ou controlador quebrado exigindo dividendos (lembram da OI? Eletrobrás?), ela estará gerando menos valor ao acionista que o best business to own que retém TUDO e reinveste. E ainda falando em Buffet: a Berkshire Hathaway foi uma máquina de fazer milionários justamente por ser uma máquina de reter capital e reinvestir bem. Se pagasse dividendos não teria nem perto o crescimento histórico que obteve.
Isso não é difícil de verificar no mundo real como acontece. Quantos de vocês já trabalharam em setor financeiro ou consultoria em alguma empresa real? Quem já teve qualquer contato com as aprovações de investimentos para o ano seguinte sabe que é comum ver TIRs acima de 20%, sejam em projetos pequenos como o retrofit de uma máquina, sejam em projetos grandes como nova fábrica, nova linha de produtos, comprar um concorrente, etc. A questão é: as opções de investimento atrativo em uma empresa costumam ser maiores e com melhor retorno que as opções que um pequeno investidor vai ter diante de si no mercado de capitais, e a empresa só deve pagar dividendos caso tenha excesso de caixa e não tenha nenhum projeto atrativo na relação risco-retorno para o presente ou no horizonte próximo.
"Aaaaaaaaah mas não pode usar mesmo P/L em todas", tudo bem, tanto faz, não muda nada. Se botar P/L 40 para A, 15 para B e 10 para C os ganhos finais resultam em A 66x, B 23x, C 19x. A mensagem se mantém. Mesmo com dividend yield de 9,5% nesse caso a empresa que paga mais dividendos ainda retorna menos de 1/3 que a empresa A.
E quem precisar de fluxo de caixa? Fazer vendas mensais da empresa A desde o primeiro período, no mesmo valor líquido (após IR) dos dividendos da empresa C (ou seja, entregando mesmo fluxo de caixa líquido para o investidor usufruir) mesmo assim termina com mais patrimônio no longo prazo. Só fica atrás nos anos iniciais.
Mas então por que existe a tara por dividendos? Simples: por motivos históricos e viés psicológico.
  1. Motivos históricos mundiais: no passado os balanços das empresas não eram exatamente confiáveis, as auditorias não eram exatamente precisas e o dividendo era a única materialização confiável do direito econômico do acionista. Junto com o lucro contábil dos últimos 10, 15 ou 20 anos era sempre observado também o dividendo por ação, que para uma empresa ser considerada boa devia ser pago todos os anos, em quantidades crescentes. Já fazem algumas décadas (mais nos EUA, menos no BR) que não é necessário se agarrar a dividendos, os balanços são suficientemente confiáveis para serem usados como parâmetro. Essa tara já caiu nos EUA principalmente pela taxação de dividendos, pagar dividendo destrói valor quando comparado com recompra (e para lá nos vamos, aparentemente, no Brasil em breve).
  2. Motivos históricos no Brasil: nos '70 e '80, com inflação galopante, a análise de balanços era sempre muito mais difícil e prejudicada, e nosso mercado de capitais era um ovo, com enormes distorções. O que havia de concreto era calcular dividend yield em dólar. Por que deu certo? Justamente por época de grande incerteza e mercado de pouca liquidez haviam enormes distorções, era comum pegar empresas com 20%+ de yield em dólar, distorções que não existem mais. Eu já ouvi dinossauros da bolsa me falando em yields de 20% e achava que era história de pescador, só acreditei depois de ler o livro do Décio Bazin que mostra justamente isso (livro recomendado a todos, peça de história do mercado de capitais nacional).
  3. Viés psicológico: o dividendo é fácil de visualizar, ele está na sua conta, aumenta seu saldo. Você acha que ganhou alguma coisa. É o clássico "o que se vê". O lucro retido e reinvestido não tem uma fácil visualização como essa e nem aumenta o saldo da sua conta aqui e agora, é "o que não se vê", mas aumenta seu patrimônio futuro na medida em que os projetos nos quais a empresa investiu vão dando resultado.
Finalizo comentando que, como o próprio Buffet comenta na letter de 1992, empresas capazes de empregar quantidades crescentes de capital com alta taxa de retorno são raras. O mais comum são as empresas de alto retorno acabarem precisando de pouco capital (ou se não pouco, menos do que geram sozinhas). Porém as poucas que conseguem isso são as que entregam 50, 100, até 1000x no longo prazo. A melhor forma de ter elas na carteira é tendo uma carteira diversificada, não tentar adivinhar nada.
AVISO AOS BURROS: não é pra se deslumbrar com isso e considerar que payout correto é 0,00%. Se a manada 1 corre atrás de dividendos, não seja a manada 2 que quer ir contra mas termina perdendo mais ainda. Dividendos não são ruins nem bons per se. A empresa reter e investir com sucesso gera mais valor - mas isso pode não ser possível para aquela empresa naquele momento. A decisão correta depende da gestão. Se não há projetos - de todos os níveis, sejam operacionais, táticos ou estratégicos - com taxa de retorno atrativa frente aos riscos a empresa vai devolver o lucro aos acionistas na forma de dividendos e isso é o correto a fazer. Além disso algumas empresas trabalham crescimento com dívida e pagam boa parte do lucro em dividendos (ex: Taesa, Fleury, etc), também não quer dizer ser necessariamente ruim nem bom, se a empresa não tiver projetos nos quais aplicar o capital adicional que a retenção traria (além do que já investiu com alavancagem) então está correto pagar, caso contrário está destruindo valor. O resumo é: invista em empresas boas em cuja gestão você confie, dessa forma não importa se pagar ou não dividendos, você ao se tornar sONcio aceita que estão tomando a melhor decisão naquele momento.
* há teorias que indicam que crescimento fora de franchise, fora de vantagem competitiva durável, é meramente empilhar capital portanto sem valor econômico real, por isso do exemplo usar essa condição.
submitted by celtiberian666 to investimentos [link] [comments]

TIRAR A HABILITAÇÃO NO BRASIL É UMA TORTURA PSICOLÓGICA

Comecei a dirigir muito cedo, 14 anos, graças aos meus pais. Sempre fui um bom motorista como sou até hoje. Quando fiz 18 anos minha mãe me deu a chance de ganhar uma habilitação como presente de aniversário. O estresse psicológico começa nas aulas teóricas, que são super chatas. Depois vem a primeira prova, e a parte divertida, as aulas práticas. No primeiro dia o meu instrutor me deixou sozinho no carro porque ele viu que eu já sabia dirigir.
1° tentativa: No dia da prova eu estava um pouco nervoso. Fiz a baliza mais linda do mundo, mas quando terminei o instrutor parou o carro e disse que eu não coloquei a seta pra entrar e sair da prova.
2° tentativa: Fui fazer a prova mais confiante, porém o instrutor era super e eu não me senti seguro. Fiquei nervoso e encostei a traseira do carro no simulacro da baliza. Reprovado!
3° e última tentativa: Dessa vez eu fui super confiante. Foda-se o instrutor, foda-se a segurança que ele passa. Fiz todo o percurso da prova, tudo certinho respeitando o que é pedido. Quando cheguei na rampa(última etapa da prova aqui no meu estado) eu estava com o carro parado na faixa da esquerda, meu instrutor pediu que eu estacionasse na frente de um carro, quando estacionei o instrutor falou que eu não coloquei seta pra mudar de faixa. Aquele teria sido meus primeiros 3 pontos na prova daquele dia. Aqui, na minha época, reprovava com 6. Ainda assim ele me reprovou. Depois desse dia eu fiquei chateado e nunca mais fui fazer a prova, e o processo expirou depois de um ano. Concluí que aqui no Brasil o Detran é o órgão mais ladrão. Tudo que eles fazem é pra tirar dinheiro do seu bolso. Tudo é pago! Hoje eu me contento andando de Uber e não penso mais em tirar habilitação aqui no Brasil.
submitted by victtorselva to desabafos [link] [comments]

Minha carta de suicídio.

Essa é a carta de suicídio que eu escrevi para os meus amigos. Quem não viu no último post, eu vou me matar no meu aniversário. Meus amigos são todos online e não nos conhecemos na vida real.
Olá pessoal. Alguns de vocês eu conversei recentemente, alguns não por algum tempo.
Hoje é meu aniversário. 24 anos. E eu estou cansado de viver. Sabe, por quase três anos, eu tenho acordado todo dia e feito o meu melhor para me tornar desenvolvedor full-stack e freelancer. Eu tinha o sonho de trabalhar remotamente e viajar o mundo. Estar em diferentes países. E por três anos, eu venho falhado. Todo dia, meu melhor não é o suficiente.
Meu pai está extremamente chateado comigo - eu não o culpo. Eu tive tempo o suficiente para aprender e fazer dinheiro nessa área mas eu não consegui. Eu digo com confiança que isso não aconteceu porque eu não deu o meu melhor. Eu acordei todo dia pronto para fazer tudo que eu poderia. Tudo que eu poderia não é o suficiente. Eu não sou inteligente o suficiente.
Hoje é 9 de Outubro de 2020 e hoje meu pai me disse que eu não estou estudando e que estou mentindo. Foi muito doloroso ouvir isso dele. Eu estou dando o meu melhor. Estou falhando. Eu estou dando o meu melhor. Estou falhando. Eu não sou bom o suficiente para a vida.
Um dia, durante uma aula de desenvolvimento web, minha amiga me viu fazendo a prova de Algoritmos no computador. Eu estava digitando muito rápido e fazendo as tarefas muito rápido já que eu programava 10 horas diariamente. Depois que a prova terminou e a turma estava fora da sala de aula, ela disse para todo mundo como eu sou um gênio e como eu consigo resolver qualquer problema de programação que me passem. Ela não sabe que eu sou uma das pessoas mais burras que ela já encontrou.
Eu nunca alcancei os objetivos que tive pra minha vida. Eu não consegui entrar na faculdade de medicina. Eu não consegui me tornar um freelancer. Eu sei que qualquer coisa que eu tente daqui pra frente eu vou falhar.
É meu aniversário e eu me sinto um lixo. As coisas teriam sido diferentes se eu fosse um pouco bem sucedido e meus pais acreditassem em mim. Não estou dizendo que a vida é injusta, eu tive mais oportunidades do que mereci.
E porque eu sou tão mal como pessoa, eu também destrui minha amizade com a minha melhor amiga - K, que está aqui. Tem sido meses de mandar mensagem para ela e ela não me responder. Ela não vai me dar parabéns hoje. É minha culpa. K, eu não sei se você me perdoa. Me desculpa.
Pelos motivos acima, eu resolvi botar um fim na minha vida. Mas não é justo que meus pais descubram que foi suicídio. Eu disse para eles que eu estou indo para a praia, mas eles não sabem que eu vou me afogar. Afogamento vai pelo menos parecer acidente e eles não vão precisar ficar se questionando o que eles fizeram errado ou o que precisariam fazer diferente. Não é culpa deles, eles me deram mais chances do que eu mereci.
Eu queria sinceramente dizer que eu acredito em cada um de vocês meus amigos. e que eu sei que todos vocês tem um futuro brilhante. Se você está nesse grupo, você é meu querido amigo e eu te aprecio. Você fez o seu melhor para me ajudar e desculpa não poder alcançar as suas expectativas ou as minhas.
submitted by RefrigeratorSerious9 to desabafos [link] [comments]

Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
submitted by pqamarks to brasil [link] [comments]

Saiba COMO É FABRICADO O SEU DINHEIRO - Casa da Moeda # ... Viver de Renda: Como Fazer o Dinheiro Trabalhar Para Você ... 5 dicas para seu DINHEIRO crescer! COMO FAZER O DINHEIRO MULTIPLICAR! - YouTube COMO ORGANIZAR SEU DINHEIRO

Por isso, sempre que for fazer uma compra, pesquise online para encontrar as alternativas mais adequadas a seu orçamento, afinal, na missão de poupar dinheiro, qualquer centavo conta. Existem algumas ferramentas, como o Buscapé, que buscam e comparam ofertas, ordenando do menor preço para o maior. Conhecer as aplicações de finanças mais comuns, comparar rentabilidade, prazo para resgate e o efeito do Imposto de Renda são fundamentais para saber como fazer o seu dinheiro render mais ... 4 maneiras de fazer seu dinheiro render. Por Redação EuQueroInvestir em 17:20 de 23/05/18. Redação EuQueroInvestir Colaborador do Torcedores. ... Nós como vendedores de PUT, teremos a obrigação de fazer a contraparte, logo seremos obrigados a comprar o ativo a R$25,75, mesmo que ele esteja abaixo desse valor. ... seu dinheiro na sua noite Os gigantes acordaram na bolsa? Quando conversava comigo sobre as ações dos grandes bancos, uma velha fonte do mercado costumava compará-los à seleção brasileira de 1982 — para ele a melhor que já viu jogar, até mesmo que a de 1970. Como Usar Melhor seu Dinheiro. O dinheiro é um motivo de preocupação para muitas pessoas. É muito fácil gastar mais do que se pode e se arrepender depois. Para se organizar melhor financeiramente, comece com um orçamento. Descubra o quanto...

[index] [913] [4107] [915] [242] [4049] [6348] [505] [6652] [954] [5137]

Saiba COMO É FABRICADO O SEU DINHEIRO - Casa da Moeda # ...

O que fazer com 100 reais? Qual a melhor maneira de destinar esse dinheiro? Investimentos, empreendimentos e mais. Existem coisas práticas que você pode e de... Como Viver de Juros Em 3 Passos Fazendo o Dinheiro Trabalhar Para Você - Investidor de Sucesso - Duration: 8:50. Como Investir Em Ações - Como Investir na Bolsa de Valores 204,407 views 8:50 Como fazer um orçamento SIMPLES e PRÁTICO para SOBRAR dinheiro ... 4 SEGREDOS Para Administrar Melhor Seu Dinheiro - Duration: 9:06. Carlos Sampaio Recommended for you. 9:06. Este vídeo vai ensinar como você poderá fazer as coisas darem certo e o dinheiro multiplicar. Também vai te dar dicas de como você superar os seus reveses e ... Unsubscribe from Kalalista como fazer - todos os dias? ... Como Economizar Muito Dinheiro Mesmo que Você Seja um ... 35 TRUQUES DE VIAGENS QUE VÃO ECONOMIZAR O SEU DINHEIRO ...

https://forex-viethnam.forex-forum.info